A advogada Ana Lúcia Assad
pediu na noite desta quinta-feira a nulidade absoluta do julgamento de seu cliente,
Lindemberg Alves Fernandes, condenado a 98 anos e 10 meses de prisão pela morte
da ex-namorada, Eloá Pimentel, em 2008. O pedido foi feito logo após o anúncia
da sentença. Ao fim do quarto e último dia do júri, ela deixou o Fórum de Santo
André sem falar com a imprensa.
A advogada ainda pode responder
por injúria e difamação, uma vez que disse à juíza Milena Dias que ela deveria
“voltar a estudar”. O tom debochado da defensora foi lembrado pela magistrada
na leitura da sentença e ela pediu que o caso seja enviado ao Ministério
Público para apuração.
No debate, Ana Lúcia pediu que
os jurados condenassem o réu, que admitiu ter atirado contra Eloá, por
homicídio culposo, quando não há intenção de matar. “Peço que os senhores
condenem o Lindemberg pelo homicídio culposo, pois ele não desejou o resultado.
Ele sofre pela morte dela”, disse a defensora. O júri, porém, considerou que
ele premeditou o crime.
A defensora iniciou sua fala
pedindo para que os sete jurados vissem Lindemberg como um parente, já que “ele
não é um bandido”. “Não vou pedir a absolvição dele. Ele errou, tomou as
decisões erradas e deve pagar por isso.”
A acusação, porém, considerou
que a sentença foi bem fundamentada. A promotora Daniela Hashimoto disse que
não havia motivo para a anulação do júri. “No meu entendimento, a juíza
fundamentou com toda a sabedoria a sentença.”
Fonte: Terra/ Portal Belmonte.
